Coletivo de Apoio à Maternidade Solo traz à luz a jornada de criação dos filhos sem a figura paterna


No Brasil, cinco milhões de crianças não têm o nome do pai no registro de nascimento e são cuidados somente pelas mães. Em uma ação de sororidade o restaurante Fitó, liderado por mulheres, vai reverter parte da renda para apoiar as mães solo do movimento


O mês de agosto nos faz refletir ainda mais sobre a maternidade solo, pois a alienação parental é uma dura realidade para 11 milhões de mulheres em todo o país, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O Instituto constata também que no universo de mais de 80% das crianças que têm como primeiro responsável uma mulher – 5,5 milhões não têm o nome do pai no registro de nascimento. Além disso, as mães são chefes de família em mais de 40% dos lares brasileiros, o que equivale a 60 milhões de domicílios.


Em São Paulo e Região Metropolitana não é diferente e cerca de um milhão de mães solo, que vivem na periferia em sua maioria, enfrentam desafios diários para criar os filhos. Por isso, o Coletivo de Apoio à Maternidade Solo, foi pensado para ajudar a transformar a realidade dessas mulheres, de forma a impactar o desenvolvimento de centenas de crianças.


O Coletivo de Apoio à Maternidade Solo foi criado em março de 2020 por iniciativa de Thais Cassapian, mãe solo, professora e porta-voz do movimento que tem recebido apoio de parceiros como a agência DoisUm e do Restaurante Fitó, casas formadas por mulheres que praticam a sororidade.


Durante todo o mês de agosto, parte da renda do restaurante Fitó vai ser revertida para o Coletivo de Apoio à Maternidade Solo. A ação também acontece nas redes sociais com o engajamento de todas e todos nas redes sociais em prol da causa tão importante. “Com essa relação esperamos que mais pessoas conheçam sobre a realidade de tantas mães que se encontram sozinhas, e que possam apoiar o projeto”, diz nota do restaurante.


“Estamos felizes com esta parceria que reforça o laço entre as mulheres que lutam todos os dias para, ainda mais neste momento, alimentar os filhos neste cenário da pandemia que ainda persiste e traz os reflexos sociais e econômicos afetando sobretudo as pessoas mais pobres”, afirma Thaís Cassapian.


“Foi a partir do coletivo que eu comecei a ver o recorte das mulheres que estão na periferia, sem poder trabalhar, com filhos dentro de casa sem irem à escola. Precisamos de políticas públicas que deem condições a essas mulheres para cuidar de suas famílias, como acesso ao trabalho e qualidade de vida.”


Rede de apoio


O Coletivo de Apoio à Maternidade Solo formou uma verdadeira rede de apoio às mães que sofreram o abandono dos pais de seus filhos. No grupo, as mulheres são acolhidas, trocam experiências, orientações e se conectam com outras mães para se fortalecer.


Por meio de um aplicativo de mensagens, Thais construiu uma rede virtual de voluntários que se organizam arrecadando, montando e entregando kits de doações a 130 famílias atendidas pelo Coletivo na capital paulista e nas cidades de Itapevi e Osasco.



O grupo vai além, buscando parcerias e consultorias para as mulheres que estão sendo ameaçadas de despejo, para as que precisam receber acompanhamento psicológico e sobre aleitamento materno. As contribuições muitas vezes ajudam na compra de coisas básicas, como um berço ou gás de cozinha.


“A nossa intenção é que mais kits cheguem a um número maior de mulheres. Que possamos aumentar ainda mais essa rede de apoio para oferecer não só comida ou consultoria, mas também oportunidades de emprego”, completa Thais.


Como ajudar o coletivo


Voluntárias e voluntários são bem-vindos. Contato pelo WhatsApp (11) 974816838. As doações para o coletivo podem ser entregues no endereço: Rua Pedro Madureira, 175 - Jd. São Paulo, ou por meio do site https://www.coletivomaternidadesolo.com.br/



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